Quem disse que a mineração não pode ser verde?

Solução sustentável que promete mudança de matriz energética dá início à largada por Ev Metals

1970. Início da grande crise do petróleo. O ouro negro sofre oscilações sem precedentes, desestabilizando países em todo o mundo. Motivo: a humanidade descobre que trata-se de um recurso não renovável, dando início a intensos conflitos pelo seu monopólio.

Diante desse contexto, três cientistas — Stanley Whittingham, Akira Yoshino e John Goodenough — iniciam as pesquisas que dariam na invenção das baterias de íons de lítio. Quatro décadas depois, eles ganham o Prêmio Nobel de Química em reconhecimento a essa grande descoberta.

Não fosse a inovação dos pesquisadores, hoje a humanidade não caminharia a passos largos em direção a um objetivo cada vez mais tangível: a maior autonomia em relação aos combustíveis fósseis que, ao passarem pelo processo de combustão em automóveis, são responsáveis por 25% dos poluentes do planeta, segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU).

Diante disso e, com a promessa de reduzir drasticamente a emissão de gases poluentes na atmosfera, a indústria automobilística fez aumentar a demanda por essas baterias recarregáveis. Agora, elas passam a ocupar o lugar dos antigos combustíveis, dando vazão à ascensão de um mercado altamente promissor.

Apesar dos veículos elétricos ainda não serem tão acessíveis, o custo das baterias de íon de lítio caem 15% ao ano. Segundo dados da Consultoria J.P Morgan, os carros híbridos — que combinam energia elétrica com os combustíveis tradicionais — serão 30% do mercado mundial em 2025. Daqui a quatro anos, estima-se que o preço dos carros sustentáveis será equivalente aos de combustão, projeções que provocam o crescimento de empresas como a Tesla que, nos últimos meses, aumentou em 300% o seu valor, mesmo em um contexto de pandemia e arrefecimento da economia global.

Essas previsões são os primeiros sinais de uma nova era que tem, no centro do seu desenrolar, a preocupação com a renovação dos recursos naturais — uma máxima ao se tratar do conceito de economia circular. No entanto, assim como a mudança de matriz energética provocou o boom do petróleo no século passado, um novo super ciclo da mineração se avizinha, dando largada à corrida pelos EV Metals, minérios essenciais para a produção de meios de transporte elétricos de todo tipo como patinetes, monociclos, motos, ônibus, entre outros.

Por outro lado, apesar da vocação brasileira para a mineração, a disposição para a extração desses minérios parece ter chegado tardiamente. Motivo de grande entusiasmo foi, recentemente, o anúncio da descoberta de reservas de lítio no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, uma das regiões mais pobres do país. Levantamento do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) levou a mineradora Sigma, de origem canadense, a investir na exploração mineral na região e a colocar o Brasil no mapa do futuro da mineração.

Contudo, os ganhos para o país parecem ser maiores do que isso. O processo da mineradora, conforme anunciado por seus executivos, é altamente inovador: realiza o processo seco de extração, o que causa menos danos à natureza. Pretende, ainda, chegar à produção nula de rejeitos e à geração de cerca de 500 empregos.

A tecnologia e a mineração sempre caminharam juntas. Esse casamento foi que permitiu a eclosão das revoluções industriais e a substituição do carvão pelo petróleo e, essa mesma parceria de sempre, já nos dá a chave do que será a matriz energética do século XXI — limpa, renovável e socialmente responsável. O caminho já foi traçado e sairá na frente quem, agora, já dá os seus primeiros pulos para se tornar vanguarda desse novo movimento da indústria global.

Viemos para desafiar o sistema. Nascemos com o propósito de transformar o mercado de mineração global.

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